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Blog - CARTA VILA OLIMPIA

 

CARTA DA VILA OLIMPIA

São Paulo - SP 27 de Outubro de 2013.

Aos Naturólogos e acadêmicos de Naturologia, aos gestores municipais, estaduais e federais, às instituições formadoras nos campos da Saúde, Educação, Ciência & Tecnologia, às organizações, pesquisadores, às redes e movimentos sociais, à população em geral, aos docentes e profissionais de saúde.


Reunidos no VI CONGRESSO BRASILEIRO DE NATUROLOGIA (CONBRANATU), de 24 a 27 de outubro de 2013, na Universidade Anhembi Morumbi, no Campus Vila Olímpia, os congressistas debateram sobre avanços e desafios da Naturologia no Brasil, sobre resultados de pesquisas e experiências relacionadas à Naturologia e às Práticas Integrativas e Complementares (PIC).


O Congresso sediou, também, o IV Fórum Conceitual e a II Jornada de Estudos sobre o Simbolismo da Naturologia, cujas reflexões visaram à identidade, aos limites e aos conceitos para práxis naturológica, a partir da discussão de questões epistemológicas e aspectos relacionados ao símbolo da Naturologia.


O evento comemorou os 25 anos do Sistema Único de Saúde e 15 anos de Naturologia no Brasil, enfatizando as ações existentes, em especial na Atenção Primária à Saúde.


O documento final desse VI Congresso Brasileiro de Naturologia foi a construção da Carta da Vila Olímpia, que ratifica as recomendações da Carta da Pedra Branca (2012) e sugere novas recomendações conforme o texto a seguir:


No âmbito das associações de Naturologia, discutiu-se a respeito da importância de estratégias para mobilização de acadêmicos e profissionais, bem como para outras formas de fomento financeiro visando ao fortalecimento das ações. Enfatizou-se, igualmente, necessidade da criação de um órgão representativo nacional e suas regionais. Ressaltou-se a necessidade da ampliação de ações de divulgação da profissão em todo território nacional.

No campo da pesquisa, reconheceu-se a importância da ampliação do número de naturólogos mestres e doutores; o fortalecimento dos grupos de pesquisa das universidades; o aumento de publicações da área em periódicos nacionais e internacionais; as pesquisas sobre relação de interagência, contribuição da Naturologia em equipes multidisciplinares, princípios da Naturologia, situação socioeconômica e profissional, satisfação e resolutividade dos atendimentos, Naturologia e saúde coletiva, a relação com as Racionalidades Médicas, mecanismos de ação, eficácia, efetividade, segurança, qualidade e acesso às PIC.


No ensino, os congressistas consideraram relevante a criação de diretrizes nacionais para a formação da Naturologia e a criação de grupos de trabalho objetivando a apresentação de propostas para a implantação de novos cursos superiores de Naturologia no Brasil. No âmbito da pós-graduação, incentivou-se a oferta de cursos direcionados aos naturólogos com vistas à Educação Permanente.

Quanto ao fortalecimento da profissão, destacou-se a necessidade de um modelo de inserção da Naturologia e Práticas Integrativas e Complementares para elaboração de políticas públicas saudáveis no âmbito municipal, estadual e federal. Identificou-se, ainda, a necessidade de dar continuidade às discussões sobre competências, habilidades, limites e linguagem da área, a fim de integrar as ações destinadas ao reconhecimento da ocupação e à regulamentação da profissão. Os congressistas compartilharam o entendimento de que a Naturologia se destaca como graduação em saúde pautada no cuidado com a vida e, ao mesmo tempo, defendem o pressuposto de que o campo das PIC não pode ser de exclusividade de nenhuma categoria profissional, em razão de seu caráter multidisciplinar do ponto de vista tradicional e técnico-científico. A Naturologia, devido às especificidades da formação profissional que oferece, atende às expectativas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, credenciando-se à inserção nesse contexto, ao qual acrescenta valor, colaborando para o alcance dos objetivos ali traçados. Tais convicções levaram os participantes a reafirmar que o mérito das discussões conflui para a defesa da saúde como direito e para a garantia, à população, do acesso amplo e democrático, não só às PIC, mas, também, do acesso à Naturologia.

 
 

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