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Blog - Medicina Tradicional FEBRAMET - Esclarecimento à População

MEDICINA  TRADICIONAL - FEBRAMET

ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

 A Medicina Tradicional e as corporações médicas reacionárias

Como médico e membro do Sindicato dos Médicos de Brasília, venho fazer alguns esclarecimentos importantes ao povo do magnânimo estado do Rio Grande do Sul, quanto à questão da Medicina Tradicional - MT, em matérias pagas em jornais e rádio, de autoria do SIMERS -  Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul.

A Medicina Tradicional não é uma especialidade médica ou sistema médico isolado, mas um conjunto de práticas integradas, composto por uma filosofia milenar, adotada e difundida mundialmente pelo órgão máximo de saúde do planeta, a Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil, como signatário e país membro da OMS, adotou a Medicina Tradicional, haja vista a publicação das Portarias 971 e 853, do Ministério da Saúde, que lançou em 2006 o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapia, ambas com base na MT. Da Medicina Tradicional fazem parte importantes práticas como a fitoterapia, a acupuntura, a homeopatia, a Medicina Antroposófica, a massoterapia e dezenas de outras.

Mas é importante saber também que, por conceito, a MT engloba também a medicina científica e recursos farmacológicos, dentro de um protocolo bem definido e técnico.

As colocações feitas recentemente pelo SIMERS, contra a MT, são infundadas e demonstram um espírito retrógrado, reacionário, proveniente de uma instituição que desconhece a realidade não só brasileira, mas do mundo da saúde atual. É tipicamente, também, uma atitude desesperada de um órgão que representa o corporativismo médico em sua ânsia de reserva de mercado, lutando contra uma força inevitável, inexorável, que é a inclusão de outros profissionais da área nas ações e programas de atenção à saúde, tanto públicos quanto privados. Isso já estava previsto, principalmente porque as entidades médicas mais conservadoras estão observando o crescimento da MT no Brasil, sendo que citamos como exemplo a iniciativa de São Paulo, onde as práticas complementares e integrativas de saúde são livremente oferecidas no serviço público. Também o Rio de Janeiro, no mês passado, transformou em Lei o mesmo sistema e a população já pode se beneficiar com métodos não convencionais de medicina. É importante lembrar que a acupuntura e a homeopatia, também são especialidades médicas, assim como de outras profissões da saúde.

Cito como de suma relevância a brilhante matéria do Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus Grings em defesa dos princípios e dos aspectos democráticos e sociais da Medicina Tradicional. Obscura, porém a atitude do SIMERS que quando diz que “a Medicina é uma só”, se contradiz profundamente ao discriminar a MT. Essa postura reflete o completo desconhecimento do conceito de MT que, justamente, propõe a integração dos modelos médicos. Uma pena que essa instituição – que representa os médicos - esteja adotando essa atitude e, ao observarmos a insistência com que deflagram essa sombria campanha contra a MT, só se expõe ao ridículo perante uma população que está identificada culturalmente com as bases filosóficas da MT. O que exige crítica (e está sendo criticado) é o modelo médico vigente, com bases farmacológicas, que obedece cegamente os interesses do lado negro da indústria farmacêutica, a influenciar o ensino e a prática médica em direção a limitar as ações médicas ao uso de remédios, em sua maioria sintomáticos.

Numa época de “desmedicalização” das ações de saúde, fica deslocada e anacrônica essa reação - desnecessária – de entidades médicas que demonstram, assim, carência de informações atualizadas, de consciência cívica e, fundamentalmente, de responsabilidade social.

Não há mais como impedir a difusão de uma nova doutrina de saúde que hoje ganha o mundo, como direito inalienável dos povos da Terra. E toda instituição que se opuser a isso não terá sucesso ou futuro e acabará indo para a lata do lixo da História.

 

Dr. Rodolfo Marcio Lapa Bontempo CRM-DF 15.458
Médico Sanitarista
Presidente da FEBRAMET
Federação Brasileira de Medicina Tradicional
Brasília - DF

 
 

Comentários

Glícia em 31/08/2009 às 09:42

Enfim um discurso consciente e humano de um profissional que se destaca de sua classe por demonstrar lucidez diante o cenário nacional da Saúde. Mostrando-se compatível a população - em seus aspectos culturais e sociais - e fiel ao seu juramento profissional - exercer a medicina com amor e discernimento.
Que este "desabafo" seja um despertar para muitos e fortalecimento para outros, unindo forças a um movimento de ajuda ao próximo e cuidados com o nosso povo.

mario rodrigues em 01/09/2009 às 20:16 (web site)

Parabéns Dr. Marcio Bontempo, como sempre com comentários saudáveis e conciliatórios. Devemos tratar a medicina como uma só e retirar os charlatães e aproveitadores de moda de circulação.
Um grande abraço, companheiro de jornadas profissionais

JOSE ELCIAS RAULINO ALVES JUNIOR em 12/03/2010 às 11:30

Prezado Dr. Mércio Bontempo,

Agradeço e respeito vosso esforço político frente implementação das necessidades prioritárias do SUS e do PACTO pela saúde no Brasil.A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares( Portaria 971 de 2006)já completa 4 anos. No entanto, precisamos institucionalizar no SUS não apenas o crescente número de consultas médicas homeopáticas; mas também demonstrar a metodologia da MEDICINA TRADICIONAL BASEADA EM EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS e trazer a concepção dos resultados Clínicos,Econômicos e Humanísticos existentes pelo mundo e ainda não institucionalizados no BRASIL (SUS). OBS : Não apenas através de um único método de avaliação sistemática utilizado pela Medicina Convencional Alopática.

Cordialmente,
José Elcias Raulino Alves Junior
Farmacêutico Homeopata e Epidemiologista( Virologista).

jairo em 24/10/2010 às 03:35

Dr Marcio Bontempo você é um exemplo de profissional a ser seguido muito obrigado por defender a saude humana sem hipocrisia mas com valor hipocratico.

josé elcias raulino alves jr em 14/02/2011 às 09:34

Prezado Márcia Bontempo,

Conheci vc nas reuniões do senado em Brasília!
Vale esclarecer : O novo não pode ser tradicional como vc argumenta !. É muito paradoxal vosso argumento !

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